Papa reza para que Deus toque o coração de terroristas.

sábado, 27 de março de 2010

AIDS: Ciência avança com medicamentos naturais



A luta contra AIDS é árdua em todo o mundo, ela não escolhe raça e tão pouco vê classe social, dizima a vida de milhões de pessoas todos os anos. Para se ter uma idéia, estima-se que o Brasil possui hoje cerca de cerca de 600 mil de pessoas infectadas com o HIV. Assim cada descoberta cientifica comprovada se torna um grande avanço na luta contra essa terrível moléstia.

Facilmente encontrada nas feiras a banana, têm vitamina, engorda e faz crescer, como diria uma antiga musiquinha e agora pode se tornar uma das maiores aliadas da ciência e saúde pública na prevenção da transmissão do vírus HIV. A novidade veio dos Estados Unidos, onde um estudo realizado na Universidade de Michigan mostrou que um dos componentes químicos da banana, a lectina BanLec, é tão eficaz quanto duas drogas anti-HIV desenvolvidas em laboratórios.

Lectinas são proteínas encontradas em alguns vegetais que têm a capacidade de serem ligadoras de carboidratos ou glicoconjugados. Já faz algum tempo que a ciência tem estado de olho nessa proteína, pois ela tem a capacidade de parar reações em cadeia de alguns processos infecciosos causados por vírus. No caso da BanLec, ela consegue se ligar ao açúcar encontrado em alguns pontos do corpo do vírus HIV e barrar sua ação no organismo. Mesmo as drogas mais potentes não conseguem superar o fato do vírus ser mutante, mas com a lectina são necessárias inúmeras mutações para que o vírus consiga se livrar dela.

A equipe estuda maneiras para alterar o BanLec e aumentar sua eficiência, mas adianta que já é possível uma aplicação da substância em cremes e pomadas, vaginais e anais, reforçando a proteção na hora do sexo. Os pesquisadores afirmam que a extração da proteína da banana é muito mais barata que a produção de componentes sintéticos e já preveem que poderá salvar milhões de vidas. Até mesmo uma análise mais conservadora mostrou que se o grau de eficácia fosse e apenas 60%, a BanLec salvaria 2,5 milhões de pessoas em três anos.

Apesar da camisinha ser até agora o melhor método para não se contrair o vírus, a má colocação ou mau uso pode diminuir sua eficácia. A adição de um creme barato, a base de banana, na equação é seguramente garantia adicional de tranquilidade para um sexo saudável.

Edição: Washington Luiz / Fonte:Bolg Enfermagem Simples

Caso Isabela Nardoni: Considerações finais



Os réus, Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá foram considerados culpados. O júri condenou o casal, que foi responsabilizado por asfixiar e jogar pela janela do sexto andar do edifício London, na zona norte de São Paulo, a menina Isabella Nardoni, que veio a falecer na ocasião com cinco anos.

À 0h17, o juiz Maurício Fossen retomou a sessão agradecendo a participação do promotor, da defesa do casal, dos jurados e de todas as pessoas presentes no júri. Em seguida, ele falou brevemente sobre a importância do tribunal do júri.

Na sequência, Fossen deu início a leitura dos autos da sentença. Alexandre Nardoni foi condenado a 31 anos, um mês e dez dias de prisão a ser cumprido em regime fechado. Anna Carolina Jatobá recebeu pena de 26 anos e oito meses de reclusão a ser cumprida inicialmente em regime fechado. Ambos por homicídio doloso triplamente qualificado. A pena dos dois foi acrescida de mais oito meses por crime de fraude processual (alteraram a cena do crime), que eles poderão responder em regime semiaberto. Foi negado aos dois o direito de recorrer da sentença em liberdade.

A pena de Nardoni foi maior que a de Jatobá porque o crime que ele cometeu, segundo a Justiça, foi contra um, descendente (no caso, a filha).

A decisão foi aclamada pelo público em frente ao Fórum de Santana, que chegou a soltar rojões em comemoração à condenação do casal.

Edição e comentários: Washington Luiz / Fonte: R7

Julgamento do casal Nardoni: Último dia marcado com o duelo entre promotor e advogado



A acusação: “As provas são arrasadoras”

– A Anna Jatobá era um barril de pólvora prestes a explodir. E estava com o Alexandre Nardoni no apartamento, no momento em que a filha dele, Isabella, foi lançada para a morte.

Com essas palavras, o promotor Francisco Cembranelli resumiu o seu pensamento sobre o Caso Isabella, a menina de cinco anos jogada pela janela do quinto andar de um prédio, em março de 2008.

Com o cruzamento de dados de ligações telefônicas e do rastreador do carro de Alexandre, o promotor construiu uma linha do tempo que vai desde a entrada do veículo na garagem até momentos após Isabella cair. Ele acredita que o levantamento derruba a tese de que o casal estava na garagem, preparando-se para subir ao apartamento, no momento da queda.

– É uma evidência científica. As provas são arrasadoras – disse Cembranelli.

O promotor ressaltou aos jurados que a madrasta de Isabella tinha “rompantes e descontroles” frequentes, principalmente quando Isabella ia visitar o pai. Cembranelli citou testemunhas que disseram que Anna Jatobá tinha ciúmes de Ana Oliveira, a mãe da menina, e uma vez chegou a quebrar uma vidraça com as próprias mãos por causa da presença de Isabella.

Outras testemunhas disseram que Anna Jatobá só se referia à mãe de Isabella como “vagabunda” e que tinha “ferrado com a vida dela”. A madrasta de Isabella também já teria atirado uma chave de fenda contra Nardoni, por causa do ciúme.

–Todas as discussões eram fruto de ciúme, porque a madrasta disputava a atenção de Alexandre com Isabella.

O promotor assinalou que este era o seu tribunal de número 1.078 e que, portanto, não busca fama ou promoções. Ele cogita até se aposentar depois do júri.

– Eu trocaria tudo pelo anonimato, se pudesse devolver Isabella a Ana Oliveira – declarou.

Ao lembrar a versão defendida pelos advogados de Nardoni de que o réu chegou ao apartamento e, ao deparar com a tela de proteção rasgada, se desesperou e telefonou para o pai, o promotor afirmou:

– Eu talvez me jogasse da janela para chegar mais rápido.

Em seguida, o promotor perguntou ao advogado que defende os acusados:

– E o senhor, não faria isso?

O defensor, então, respondeu:

– Ligaria para meu pai.

Cembranelli foi irônico ao criticar a versão dos Nardoni para o fato de o apartamento ter sido limpo, no que o promotor considera uma tentativa de apagar indícios do crime.

– Mas não cogitaram que um ladrão entrou lá? Por solidariedade, o ladrão limpa o apartamento, faz faxina, sai, tranca a porta e desce, sabendo que lá embaixo havia mais de 30 policiais? Francamente, eu esperava que a defesa viesse com um tsunami contra o trabalho de perícia, mas trouxe apenas uma onda – alfinetou.

A defesa: “Perícia não provou assassinato”

– A perícia não conseguiu comprovar o homicídio e mesmo assim querem condenar o pai e a madrasta da menina.

Essa foi a tese defendida por Roberto Podval, advogado dos réus que, após alguns minutos de explanação, chorou. Fez isso após dizer que defender o casal Nardoni é uma das missões mais difíceis de sua vida, mas que “defende o que acredita”. Ele também elogiou o promotor Cembranelli, dizendo que se sente intimidado com a boa performance do promotor.

Podval questionou, durante sua explanação, o trabalho da investigação policial e da perícia. Perguntou, por exemplo, por que não foi feito um exame para verificar a presença de pele sob as unhas do casal – a perícia diz que havia marcas de unhas na nuca da menina. Ele também questionou sobre o sangue encontrado na cadeira do carro. Segundo o advogado, houve uma falha, porque a perícia diz que há traços do perfil genético da Isabella, mas não conclui que o sangue é da menina. Ele falou que, na rede de proteção da janela, foi encontrado um fio de cabelo, não examinado.

O advogado tentou mostrar aos jurados a possibilidade de existir uma terceira pessoa no apartamento no dia da morte de Isabella usando o depoimento de uma testemunha à polícia. Essa testemunha disse que ouviu um barulho de porta batendo antes da queda da menina e que chegou a pensar que o barulho tivesse sido do impacto. E disse que desistiu de ouvir as testemunhas porque pode convencer o júri com contradições da acusação.

Para Podval, o fato de Anna Jatobá ter visto a entrada do veículo de um morador do prédio na garagem – ele posteriormente confirmou que chegou naquele horário – é a maior prova de que ela não estava no apartamento quando ocorreu o crime.

Um dos momentos mais impactantes da explanação foi quando Podval disse aos jurados que, para matar alguém, é preciso ter um motivo. No dia antes do crime, a menina já tinha ido ao prédio e nada tinha acontecido, argumentou. Anna Jatobá cuidou de Isabella enquanto ela brincava na piscina e a levou à escola.

– Por que Anna a mataria? A menina queria ficar na casa dela. Ela iria asfixiar a criança de quem cuidava? Criaram uma trama para destruir a Anna – disse.

Anna passou mal e teve de ser retirada temporariamente da sala. Muito nervosa e chorando, ela chegou a ter enjoos. Anna Jatobá tomou um medicamento. Ela também apresentou queda na pressão.

O advogado comparou o Caso Isabella ao sumiço da garota inglesa Madeleine McCann, em Portugal – onde também tentaram incriminar os pais. No fim de sua fala, Podval, aparentemente emocionado, citou uma frase que atribuiu ao médium Chico Xavier:

– Ninguém pode voltar atrás para um novo começo, mas podemos fazer um novo fim.

Edição: Washington Luiz / Fonte: Zerohora