BOATO: Mulheres abusam de homem que estava dormindo.

Por que algumas crianças mordem?

Por que algumas crianças mordem? Para entender um pouco melhor este assunto precisamos ir até as observações de Freud sobre o desenvolvimento psicossexual dos seres humanos. Freud descreve este desenvolvimento em 5 fases: Oral, Anal, Fálica, Latência e Genital.
A fase anal é a época em que as crianças estão retirando a fralda, e a fálica ao momento em que os pais ficam preocupados, pois seus filhos estarão manipulando seus órgãos genitais. A latência vai dos seis anos até início da puberdade e a genital após o início da puberdade. São fases do desenvolvimento descrito por Freud e a elas correspondem os locais do corpo onde naquele momento haverá algum tipo de prazer.

Por este enfoque, os bebês teriam na primeira fase de suas vidas o prazer na região oral, ou seja, na boca que mama o seio e com a qual se relaciona com o mundo. É a fase de que tudo vai para a boca; brinquedos, chupetas, mamadeiras, sujeira, objetos em geral. Por volta do primeiro ano começam a sair os dentes e a criança descobre o morder. Ela morde tudo e é o modo com que se comunica com o mundo ao seu redor já que a linguagem ainda não está desenvolvida.

Pode até ser por condicionamento a um hábito aprendido. Muitos pais ou adultos gostam de morder levemente as crianças como um ato de amor, demonstração de quando aquela criança é “fofinha” para morder.

Conforme a criança cresce, adquire uma linguagem mais complexa e começa a dizer “não” ou se comunicar de forma mais eficiente para demonstrar o que está sentindo ou querendo. Neste momento as mordidas desaparecem.

O importante nestas situações é ter paciência, pois o fato é constrangedor para todos. Para os pais da criança que morde, para os pais da criança mordida e para as professoras, cuidadoras e para escola ou local onde ocorreu a mordida. Embora possamos achar normal e que seja uma fase, é importante que se tome alguma atitude educacional a fim de mostrar para aquela criança que aquilo está errado. Orientar aos pais acalmando-os (geralmente as coisas ficam tensas) e explicando o que está sendo feito e o que devem fazer quando as crianças tiverem esta atitude em casa.

Na realidade estes atos vão se rareando e praticamente desaparecem após o terceiro ano de vida. Crianças que têm atitudes repetitivas de mordidas ou de atos mais agressivos devem ser observadas mais de perto e eventualmente serem referidas para o pediatra ou para avaliação psicológica.

Por Hospital Infantil Sabará.
Fonte: EBC.

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