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quarta-feira, 27 de abril de 2016

Baiano ratifica pagamento de propina a Cunha.


O lobista Fernando Soares confirmou durante seu depoimento no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados que repassou dinheiro do esquema de propina na Petrobras para o deputado federal Eduardo Cunha, atual presidente da Casa. Segundo Fernando Baiano, o repasse de propina ocorreu duas vezes, em 2011 e 2012.

Fernando Baiano disse aos integrantes do conselho que ele repassou pessoalmente R$4 milhões para Eduardo Cunha. “Houve reunião de Júlio Camargo com Cunha para tratar diretamente desses valores, no dia 18 de setembro de 2011, no Leblon onde ficou acertado o pagamento de US$ 5 milhões. Pessoalmente entreguei R$ 4 milhões para Cunha".


Durante o depoimento, as informações iniciais prestadas pelo empresário Júlio Camargo e pelo doleiro Alberto Youssef foram confirmadas por Fernando Baiano. Cunha teria cobrado o pagamento de subornos atrasados no valor de US$ 15 milhões, para viabilizar a contratação de dois navios-sondas do estaleiro Samsung, representado no Brasil por Camargo.

O relator do processo contra o presidente da Câmara, o deputado Marcos Rogério (DEM-RO), indagou Fernando Baiano se ele tinha conhecimento de repasse de propina a Cunha em contas no exterior. O lobista disse não ter conhecimento de que houvesse repasse de dinheiro para contas no exterior. De acordo com Baiano, os valores eram entregues por Alberto Youssef e depois ele levava a quantia para Eduardo Cunha.

Outro lado
Foto: Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
O deputado federal Eduardo Cunha nega as acusações. O advogado do parlamentar, Marcelo Nobre, contestou as declarações de Fernando Baiano a respeito do pagamento de propina. O defensor alegou que as acusações não têm a ver com o processo em tramitação no Conselho de Ética, que apura se Cunha quebrou o decoro parlamentar ao afirmar não ter contas no exterior.  O presidente da Câmara nega ser dono das contas, que, segundo ele, são administradas por trustes e afirma ser o “usufrutuário” dos ativos mantidos no exterior. 

Para o advogado de Cunha, o depoimento de Baiano não pode ser usado no processo no colegiado. “Não podemos admitir que discutamos aqui a imputação de vantagem indevida se sequer tivemos condição de apresentar a defesa nesse sentido e essa imputação não foi aceita nesse conselho.”

Washington Luiz, repórter do Momento Verdadeiro.

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