Mulher é queimada em fogueira em igreja evangélica após "revelação divina".

A morte de uma jovem de 25 anos comoveu a Nicarágua. Vilma Trujillo foi amarrada e queimada viva numa fogueira em uma suposta tentativa de exorcismo. Segundo informações da "BBC", o fato ocorreu no templo da igreja evangélica Visão Celestial das Assembleias de Deus, em El Cortezal.

Vilma Trujillo sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira (28), depois de uma semana de agonia. No dia 15 de fevereiro, segundo informações da Polícia Nacional, ela teve os pés e mãos amarrados e ficou sob a supervisão do pastor, identificado por autoridades locais como Juan Gregorio Rocha. Seis dias depois, em 21 de fevereiro, depois da meia-noite, a jovem foi queimada na fogueira. 

Ainda de acordo com a polícia, a diaconisa da igreja, identificada como Esneyda del Socorro Orozco, tinha ordenado que "por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo". 

Segundo o marido de Vilma, ela foi levada à força pelos integrantes da igreja. Eles a acusavam de ter tentado atacar pessoas com um facão. Mas para Reynaldo Peralta, sua esposa não estava possuída pelo demônio. Ela teria sido vítima de um ato de bruxaria. "Ela tomava um remédio dado por um homem que, pelo que fiquei sabendo agora da família dela, a havia estuprado. Desde que começou a tomar o remédio, mudou um pouco comigo", disse o marido ao jornal La Prensa.

O pastor disse ao mesmo jornal que a jovem caiu no fogo quando "o espírito do demônio saiu do corpo dela". Ainda de acordo com informações da BBC, até o momento, 5 pessoas foram detidas por suspeita de terem participado do crime. 

A Assembleia de Deus não reconhece Juan Gregorio Rocha como pastor. Segundo a "BBC", o porta-voz da Comissão de Direitos Humanos da Nicarágua, Pablo Cuevas, pediu ao governo um controle mais firme dos grupos religiosos no país. A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, lamentou a morte a morte da jovem e disse que o episódio é "condenável".

(Por: Washington Luiz).
Com informações da BBC

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