"Enfiei o dedo no olho do tigre, ele nem ligou", diz pai do menino após acidente em zoo.

Marcos do Carmo Rocha tentou explicar a tragédia que aconteceu com o filho, esta semana, no Zoológico de Cascavel, no Paraná. O garoto de 11 anos foi atacado por um tigre e acabou perdendo um braço. “Sabe o que que ele gritou a primeira hora que ele falou que ele estava sem braço? Ele falou assim: 'não mata o tigre'. Sem o braço! Ele só pensou no tigre, em primeiro lugar”, disse o pai do menino em entrevista ao "Fantástico", da TV Globo. 


Na última quarta-feira, dia 30 de julho, Marcos tinha levado os dois filhos (Vrajamany, de 11 anos, e Lorenzo, de 3) para um passeio de férias.“Passear no zoológico é uma coisa comum. Eu e meu filho gostamos dessa natureza, eu trago a proximidade com a natureza e com os animais para eles. Ele tem dois cachorrinhos, e tem um coelho comigo”, contou o pai da criança. A tragédia aconteceu quando o menino, que primeiro tentou dar o osso ao leão, resolveu se aproximar da jaula do tigre

Segundo o pai da criança, quando ele  viu que o filho estava correndo perto do animal ficou preocupado com a possível reação do filho pequeno. “Quando aconteceu de novo, que ele estava mexendo com o tigre, eu estava com o pequenininho no colo. E o pequenininho se envolvendo. Podia querer acabar fazendo também igual. De repente aconteceu aquilo, em uma correria muito grande, consegui deixar o pequeno e correr para acudir ele. Tentei fazer o que pude pelo meu filho. Eu coloquei a mão na boca, enfiei o dedo no olho no tigre, nos dois olhos dele. E ele não se mexeu, enfiei o outro. Eu achei que funcionasse e ele nem ligou, o tigre”, contou.

A mãe do menino, de quem Marcos está separado há mais de dez anos, diz que não culpa o ex-marido pela tragédia. “Acidente acontece. Podia ter sido o meu filho, o filho de outra pessoa”, declarou. Sobre o estado de saúde do filho, ela diz: “ele está se alimentando, levanta, conversa, está progredindo bem rápido. Está se recuperando. Tem que ser forte, porque a vida continua. Estamos vivos, e a vida continua”, diz a mãe.

Vrajamany ainda vai ficar internado na ala pediátrica do Hospital Universitário de Cascavel, pelo menos, até terça-feira (5). Segundo os médicos, ele se salvou por muito pouco. As garras do tigre dilaceraram o braço e a mão direita do menino. Os médicos avaliaram que não havia chance de reconstrução. Como ele estava perdendo muito sangue, decidiram amputar o braço para salvar a vida do menino.

Polícia - A polícia civil investiga se houve negligência por parte do pai do menino ou por parte do zoológico. O delegado responsável pelas investigações ouviu o depoimento de Marcos do Carmo Rocha no dia em que o filho dele foi atacado pelo tigre. Segundo a reportagem, as testemunhas e os funcionários do zoológico vão prestar depoimento esta semana.

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Defesa do pai do menino - O advogado afirma que a responsabilidade é do zoológico: “Eles são prestadores de um serviço, um serviço que tem um perigo inerente e eles têm a obrigação de proteger os consumidores de eventuais acidentes”, defende.
Zoológico de Cascavel - “Aquele fato de a criança ficar correndo na frente do recinto (veja o vídeo), para o animal, aquilo era uma caça que estava se deslocando. Então, ele só estava esperando o melhor momento de atacar”, afirma o veterinário responsável pelo zoológico Valmor Passos.

O local tem nove vigias. O responsável pela área dos felinos cuida também de outras duas áreas. Segundo o veterinário responsável pelo zoológico, o local cumpre com todas as medidas obrigatórias de segurança. “Para uma atitude impensada, imprudente, não há normas técnicas que resistam”, avalia Valmor Passos.

A reportagem completa já está disponível no "site do Fantástico" (aqui).

Fonte: Fantástico/TV Globo.

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