Desafio do desodorante, da camisinha, da cola; põem vida de crianças em risco.

É inegável que o uso da internet é essencial para o aprendizado. Ela permite uma difusão rápida do conhecimento. Pode-se mencionar, por exemplo, instituições que oferecem o ensino à distância. A grande rede de computadores é uma fonte de informação de alcance mundial. Isso sem contar que ela também oferece entretenimento. Por outro lado, na internet há diversos conteúdos que podem causar transtornos e perdas irreparáveis.

Dado o exposto, observamos que as crianças estão muito vulneráveis, uma vez que, são facilmente influenciadas. Por exemplo, recentemente, fomos surpreendidos com a notícia do falecimento de uma criança de 7 anos vítima de uma "brincadeira", conhecida como "desafio do desodorante". Influenciada por um vídeo que assistiu em um site, a menina inalou desodorante e sofreu uma parada cardiorrespiratória. 

Propostas descabíveis como esta, que também são conhecidas como "desafios", estão se proliferando na internet. Uma reportagem da rede britânica "BBC" revelou que há ainda o "jogo da asfixia" ou "do desmaio", em que compete-se para ver quem prende a respiração por mais tempo, além de desafios de inserir camisinhas nas narinas para tirar pela boca, de comer canela em pó em grandes quantidades e pura, de passar cola nas narinas e na boca. Fora as competições que induzem jovens e crianças a tomar grandes quantidades de bebidas alcóolicas. Práticas que trazem gravíssimos riscos à saúde. 

O diretor do Centro de Assistência Toxicológica do Instituto da Criança da Faculdade de Medicina da USP,  Anthony Wong, orienta que em situações como essas, é preciso correr para o pronto-socorro, porque a criança precisará de inalação ou entubação urgente. Ainda convém lembrar que tendo havido a ingestão de produtos tóxicos ou alcoólicos, a orientação é nunca provocar o vômito, nem oferecer nada às crianças sem antes buscar ajuda especializada. Essa ajuda pode ser dada pelos bombeiros (telefone 193) ou por centros de assistência toxicológica, como o Ceatox da Faculdade de Medicina da USP (0800-148110), que atende ligações do Brasil inteiro nas 24 horas do dia.

Levando-se em consideração esses aspectos, e sabendo que há uma enorme dificuldade em impedir o acesso a este tipo de conteúdo, pais e responsáveis devem acompanhar a vida online das crianças assim como ocorre com a vida offline. Também é importante denunciar vídeos com conteúdo perigoso. É imprescindível que todos se conscientizem.

Por: Washington Luiz.

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