Arara-canindé e jabuti-tinga serão reintroduzidos no Parque da Tijuca.

A arara-canindé (Ara ararauna) e o jabuti-tinga (Chelonoides denticulada), também conhecido como jabuti-amarelo, serão reintroduzidos no Parque Nacional da Tijuca, na cidade do Rio de Janeiro, no ano que vem. Essa será mais uma etapa do projeto Refauna Tijuca, feito em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que busca recolocar espécies que já foram nativas da floresta carioca, mas que desapareceram do local.
Arara-canindé e jabuti-tinga serão reintroduzidos no Parque da Tijuca.
O projeto começou em 2010, com a reintrodução de cutias (Dasyprocta leporina). Em 2014, começou a reintrodução de macacos bugios (Alouatta guariba).

A previsão em 2019 é reintroduzir no parque 60 jabutis e 20 araras. As araras-canindé, aliás, desapareceram da floresta da Tijuca há mais de 200 anos e atualmente não existem exemplares da espécie na natureza no estado do Rio de Janeiro.

Parte dos espécimes usados no projeto será doada pelo Jardim Zoológico do Rio de Janeiro. A outra parte vem de apreensões de animais silvestres, cuja venda só é permitida sob autorização das autoridades ambientais.

A Floresta da Tijuca foi devastada ao longo dos séculos 17 e 18 para a extração de madeira e plantações, principalmente de café. Como seu desmatamento provocou problemas no abastecimento de água na cidade, uma vez que a floresta abriga importantes mananciais, o imperador Pedro II desapropriou as fazendas e determinou o reflorestamento do maciço da Tijuca.

Ao longo dos anos, desapareceram da Floresta da Tijuca espécies como a onça-pintada, a anta, o muriqui, a jaguatirica, o porco-do-mato e o mico-leão-dourado.

Além de promover a volta dos animais à floresta, o projeto é importante para manter o ecossistema do parque. “Muitas espécies se extinguiram localmente no processo de destruição e recuperação dessa floresta. Apesar de estruturalmente parecer uma floresta saudável, temos o que se chama de uma floresta vazia, onde a falta de animais importantes para a dispersão de sementes pode condenar muitas espécies vegetais ao desaparecimento a médio e longo prazo", afirma o chefe do Parque Nacional da Tijuca, Ernesto Viveiros de Castro.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

PF deflagra 59ª fase da Operação Lava Jato.

Toffoli determina votação secreta na eleição do Senado.