Cuba vai receber 2% da arrecadação obtida com a Placa Mercosul?

Em tempos de fake news, as informações que circulam na internet precisam ser sempre verificadas. Uma das mais recentes é a de que Cuba receberá 2% da arrecadação com a Placa Mercosul. Mas será que isso é verdade?

Você conhece a Placa Mercosul? A opção tem como objetivo unificar os modelos de placas dos países que participam do bloco econômico do Mercosul: a Argentina, Brasil, Paraguai, Venezuela e Uruguai. Como qualquer novidade, porém, ela vem causando desconfiança, e até fake news!

Recentemente, espalhou-se pelas redes sociais que Cuba receberá 2% da arrecadação com as placas Mercosul. Os valores seriam destinados à Renac (Reconstrução Nacional de Cuba). No entanto, a RENAC não existe.

Segundo o Denatran (Departamento Nacional de Trânsito), todos os valores pagos pelo consumidor para a troca da placa do seu veículo será destinado ao Detran responsável. O Detran é o Departamento Estadual de Trânsito. A troca pela Placa Mercosul tem prazos diferentes em cada estado, e eles devem ser consultados no site do Departamento de Trânsito de cada um.
Cuba vai receber 2% da arrecadação obtida com a Placa Mercosul?
Além da troca para os veículos atuais, a nova placa será obrigatória para os veículos zero quilômetro. Assim como para os carros que tiverem transferência de propriedade, de município, jurisdição ou de categoria.

A Placa Mercosul foi criada por meio da Resolução Mercosul/GMC/ nº 33/14. Ela é formada por quatro letras e três números, e possui a bandeira do Brasil. Conta, ainda, com o emblema do Mercosul, marca d’água e código de barras bidimensional (QR-Code).

Assim que tiverem o novo dispositivo, os veículos terão maior facilidade em transitar entre os países do bloco econômico. A alternativa também permite a criação de um banco de dados conjunto entre os países. Isso facilitará, por exemplo, o controle do roubo e furto de automóveis entre fronteiras, aumentando a segurança.

A Placa Mercosul é suficiente para o tráfego entre países?

Um cidadão brasileiro não precisa de muito para transitar entre os países do Mercosul. Na verdade, basta que ele apresente sua carteira de identidade na fronteira, e será autorizado a visitar o outro país. Isso independentemente do seu modo de locomoção: avião, carro ou outro.

Ou seja, bastará contar com a placa específica e um documento de identificação com foto. Hoje, o tráfego de carros pela fronteira também é permitido, mas tem um pouco mais de rigor. Os documentos do veículo, por exemplo, precisam ser avaliados com mais cuidado, pois não há um banco de dados conjunto entre os países.

Ainda assim, é sempre importante contratar um seguro de carro internacional. A proteção do veículo para outros países pode ser obtida como uma cobertura adicional. Geralmente, as seguradoras oferecem a opção da Carta Verde para tráfego entre os países do Mercosul. 

Obtendo um seguro auto, o consumidor tem a certeza de que seus prejuízos serão cobertos em caso de sinistro. Se uma colisão ocorrer no Paraguai, por exemplo, o usuário terá parte do reparo cuidado pela seguradora. Se o veículo for roubado no Uruguai, o indivíduo poderá obter a indenização para a compra de outro carro. Os exemplos são vários, e para todos os integrantes do bloco econômico.

Por Jeniffer Elaina, do SeguroAuto.org 

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