FaceApp: usuário pode não perceber, mas pode está pagando caro pelo app.

O FaceApp, um aplicativo gratuito que virou febre mundial, que entre suas funções permite que o usuário faça através de foto uma simulação de como seria mais velho e outras combinações, pode custar caro. Isso porque o aplicativo que aos olhos da maioria das pessoas, é apenas um "app inofensivo" e recheado de inteligência artificial e a maioria dos usuários não sabem que por trás de uma simples brincadeira, ela pode estar dando liberdade demais para uma empresa acessar seus dados.  

Um artigo do advogado e professor Marcílio Guedes Drummond, publicado no site JusBrasil, informa que  os usuários do FaceApp podem até não perceber, mas estão pagando caro por ele. Não é difícil entender! Afinal ninguém faria "gratuitamente" algo tão interessante e recheado de inteligência artificial. Tem  mais: o app foi criado por uma empresa russa; chamada Wireless Lab, que não é uma organização benevolente, criadora de uma "diversão gratuita". Sendo assim,  os usuários do FaceApp estão pagando à Wireless Lab: com seus próprios dados (presentes e, potencialmente, futuros), segundo o advogado.

Marcílio explica que vivemos num mundo guiado por dados, em função da 4ª Revolução Industrial (Cibernética) e esses dados possuem enorme valor e utilidade, sobretudo quando podem ser organizados e classificados. Então, o que a empresa faz é recolher informações sobre os utilizadores e com essas informações está construindo uma enorme e valiosa base de dados, tudo isso com a autorização dos usuários. Tudo isso com a devida autorização do usuário que baixa o app e concorda com todos os termos da empresa russa.

Ouça a reportagem completa no vídeo abaixo:

Entre eles: coletar todo o conteúdo do usuário publicados no app; monitorar quais páginas da Web foram visitadas pelo usuário;  Coletar o endereço IP, tipo de navegador, páginas de referência / saída e URLs, número de cliques e como você interage com links no Serviço, nomes de domínio, páginas de destino, páginas visualizadas e outras informações desse tipo;  acessar, coletar, monitorar, armazenar em seu dispositivo e / ou armazenar remotamente um ou mais "identificadores de dispositivo" e por meio dessa enorme quantidade de dados captados e armazenados, a empresa rpode também treinar cada vez mais os seus algorítimos de inteligência artificial, como já fez (e continua fazendo) o Google.

Inclusive, a Política de Privacidade do FaceApp, traz amplas possibilidades de utilização dos dados do usuário. Como por exemplo: Fornecer conteúdo e informações personalizadas para você e outras pessoas, que podem incluir anúncios online ou outras formas de marketing; Fornecer, melhorar, testar e monitorar a eficácia do serviço da empresa; desenvolver e testar novos produtos e recursos. Monitorar métricas como número total de visitantes, tráfego e padrões demográficos. Pode ainda, diagnosticar ou corrigir problemas de tecnologia Atualizar automaticamente o aplicativo FaceApp no seu dispositivo e todos esses dados são muito valiosos porque podem contribuir para um maior percentual de acerto nas analises relacionadas ao reconhecimento facial, na ampliação dos bancos de dados e no desenvolvimento e treinamento de algorítimos de inteligência artificial de reconhecimento facial. 

Cabendo ressaltar que assim como o autor do artigo, meu compromisso é com a informação. Inclusive, como não tem sede no Brasil, pode ser difícil acionar o FaceApp na Justiça no caso de um vazamento de dados massivo – ou mesmo em qualquer questão jurídica. Então pode se que você não se importe com o uso dos seus dados, afinal de contas, isso é um direito seu. Com informações do site JusBrasil.

Obrigado pela audiência.

Comentários

Eu apoio Notícias do Momento

Postagens mais visitadas deste blog

PF deflagra 59ª fase da Operação Lava Jato.

Toffoli determina votação secreta na eleição do Senado.