Adidas Running falhou, mas a corrida não

Hoje aconteceu uma coisa simples — e ao mesmo tempo bem reveladora.

Saí para a minha primeira corrida do ano. Clima ok, cabeça no lugar, corpo respondendo. Corri cerca de 12 km, no meu ritmo, do jeito que eu gosto.

Quando terminei… o app Adidas Running marcou pouco mais de 6 km.

GPS caindo. Trajeto quebrado. Dados incompletos.

Na hora, bate aquela frustração silenciosa. Não é raiva explosiva, é aquele incômodo chato de quem gosta de acompanhar o próprio processo. Não é para postar, não é para mostrar para ninguém. É para mim.

Respirei fundo e pensei:

“Ok. Isso não está no meu controle.”

E segui correndo.

Porque a verdade é simples: o app falhou, mas a corrida não.

O corpo correu os 12 km. As pernas sentiram. O coração trabalhou. A mente sustentou o ritmo. Nada disso desaparece porque um GPS resolveu falhar.

Esse tipo de situação ensina mais do que parece.

Depois dos 50, a gente começa a entender melhor onde vale gastar energia. Brigar com tecnologia que não funciona é desperdício. Ajustar a rota, trocar a ferramenta, seguir em frente — isso é maturidade.

App é ferramenta. Não é juiz. Não é verdade absoluta.

Se começa a atrapalhar mais do que ajudar, talvez seja hora de trocar. Simples assim.

No fim das contas, fiquei com algo muito mais valioso do que um gráfico perfeito:

– autocontrole – consciência – constância

A corrida aconteceu. E isso ninguém apaga.

2026 começou com um lembrete importante:

Nem tudo precisa ser registrado para ter valor.

O corpo não mente.

E a corrida continua.