Viver o Presente Depois dos 50: Por Que o Agora Não É Paz, É Decisão
Falam muito sobre “viver o presente”, como se isso fosse apertar um botão e pronto, problema resolvido. Mas quem vive no mundo real sabe que não é assim.
O presente é curto demais. Quando você percebe, ele já virou passado. Então é meio injusto cobrar de alguém que desligue a memória, pare de pensar no amanhã e simplesmente “fique no agora”. Ser humano não funciona desse jeito.
A cabeça da gente vai e volta o tempo todo. Lembra do que deu errado, antecipa o que pode dar certo ou ruim. Isso não é fraqueza, é funcionamento normal.
O problema não é pensar no passado.
É morar lá.
O problema não é pensar no futuro.
É viver só esperando ele chegar.
Viver o presente, do jeito possível, é mais simples e mais difícil ao mesmo tempo. É fazer o que dá pra fazer agora, mesmo com a mente barulhenta. É decidir continuar, mesmo sem garantia nenhuma.
Na corrida isso fica escancarado. Você lembra do treino que doeu, pensa no cansaço que ainda vem, mas o passo que você dá… é sempre agora. Um depois do outro. Sem filosofia demais.
Depois dos 50, isso fica ainda mais claro. Não dá mais pra desperdiçar energia brigando com o tempo. O passado ensina, o futuro orienta, mas a decisão mora no presente.
E não, o presente não é um lugar de paz eterna. Às vezes ele é desconfortável, cansativo, silencioso demais. Mas é o único lugar onde você ainda manda alguma coisa.
No fim das contas, viver o presente não é esquecer quem você foi nem parar de sonhar com quem pode ser. É só não adiar a vida esperando o cenário perfeito.
Porque o agora é curto.
Mas é tudo o que a gente realmente tem.