Uma justiça diferente



Por que conceder privilégios a uns e não a outros? O Congresso deve ser visto hoje como um local em que a criminalidade também acontece. A diferença está na quantidade de leis que beneficiam uns e castigam severamente outros.

Mas o que acontece infelizmente é uma “boa” interpretação do direito por parte dos que aprenderam usufruir das leis em seu favor. Na justiça atual colocar atrás das grades os que violam as regras, tem servido para que? Há por acaso ressocialização? Longe disso, temos presídios super lotados, milhares de pessoas ociosas e ainda consumindo recursos da União que poderiam ser voltados para melhoria da qualidade de vida.

E do outro lado? Os fomentadores dessa fragmentação social fazem o que? Olham para o direito de maneira pessoal. Julgam-se intocáveis, entram na redoma de vidro da imunidade, ou melhor, impunidade parlamentar, e com seus discursos pomposos e cheios de eloqüência convencem a massa, já acostumada.

Um escândalo logo é sobreposto por outro mais recente, a exemplo: Escândalo da Previdência, Precatórios, Mesbla, Banespa, SUDENE, Caso Lunus, Bingos, Propinoduto, Mensalão, Cartões Corporativos, Senado Federal, em fim são tantos...

Dos 646 projetos de lei apresentados sobre criminalidade, apenas dois propunha regular ou aumentar a punição para crimes do colarinho branco. O restante propõem tornar mais rígido o sistema, na prática criar mais regras para punir o pobre...afinal o criminoso é sempre o menos instruído.

Mais isso é comum quando vemos as imagens ficamos chocados. Todavia, tudo passa né! E no Brasil vem o recesso, natal, réveillon, carnaval.


Sendo assim leitor amigo, nunca se esqueça que vivemos em um Estado de Direito, embora o direito seja bem mais generoso para uns do que para outros.


Por: Washington Luiz

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