IBGE: Pesquisa de preços aponta aumento de itens básicos

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Alimentação, habitação, vestuário, transporte e educação estão entre os itens que mais sofreram maior variação entre os dois últimos anos, os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística que realizou a pesquisa em 11 capitais brasileiras. O IBGE compara o custo de grupos e unidades de produtos entre 14 de dezembro a 14 de janeiro e dia 15 de janeiro a 10 de fevereiro.

O reajuste do transporte urbano e produtos como os combustíveis, álcool (8,86%) e gasolina (1,34%) também estão entre os maiores da lista. O preço dos alimentos continuou a subir. E o consumidor que vai ao supermercado já tem preparado o bolso, a lista entre os preços mais caros tem crescido:
“Arroz, açúcar, o açúcar está um absurdo né?! A dificuldade é que o salário não aumenta o salário continua o mesmo e os produtos aumentam”, afirma a consumidora Adriana da Silva.

O açúcar cristal e refinado, aumentou 12,13% e 9,94% respectivamente. “Nós estamos em plena colheita da cana e esperamos que isso se normalize, mas nós tivemos uma demanda de açúcar e de álcool no exterior, e isso acabou reduzindo mais rapidamente os estoques nacionais e com o ganho melhor no exterior, os usineiros preferiram exportar esses produtos do que vender no mercado interno”, ressalta o economista.

A pesquisa apontou que o arroz também ficou mais caro 5,22%, já as frutas tiveram aumento de 2,85%. “As frutas, por exemplo, nós tivemos em regiões produtoras a ocorrência de muita chuva e isso acaba atrapalhando bastante a produção”, analisa.

O setor de vestuário é o único que teve queda nos preços, cerca de 0,20%. “Em janeiro nós temos bastante liquidação, promoções e ofertas e os produtos tendem a baixar justamente nesse momento”, observa.

Como a maioria dos produtos estão com preços mais altos a dica é ficar atento aos valores: “o conselho mais tradicional é aquele da pesquisa: o consumo de produtos de época, aproveitar as liquidações e promoções e mesmo assim ter um cuidado de não comprar além daquilo que é necessário e substituir as coisas que não são de época e não estão no seu melhor preço”, finaliza o economista Alberi Antonio Daubermann.

Edição: Washington Luiz / Fonte: IBGE

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