Obama promete redobrar esforços para desativar Guantánamo.


Washington Luiz
Repórter do Momento Verdadeiro

Barack Obama quer convencer o Congresso a desativar o campo de detenção militar de Guantánamo, onde atualmente centenas de prisioneiros se encontram em greve de fome. 
(Reprodução| Internet)
O presidente dos Estados Unidos foi indagado nesta terça-feira, 30 de abril, sobre o reforço de equipes de saúde na unidade prisional, e de ordens para a alimentar à força vinte e um detentos que estão em greve de fome. Obama disse que não quer que “nenhum desses indivíduos morra” e descreveu a prisão militar como “insustentável” e “contrário aos valores e aos interesses” da América. “Guantánamo não é necessário para manter o país seguro”, argumentou o presidente, lembrando que as condenações recentes de indivíduos acusados de terrorismo em vários tribunais civis demonstra que é possível transferir os processos destes prisioneiros sem prejuízo para a segurança nacional.

Segundo informações do site "Publico.pt", Obama disse ainda que o campo de detenção militar “é ineficiente, é prejudicial para a imagem internacional dos Estados Unidos, diminui a cooperação dos nossos aliados em termos de combate ao terrorismo e é utilizado como argumento para o recrutamento pelos grupos extremistas. Precisa de ser encerrado”, concluiu.

Atualmente os Estados Unidos mantêm 166 prisioneiros da chamada guerra global contra o terrorismo no Campo de Detenção da Baía de Guantánamo. A greve de fome foi iniciada em fevereiro para protestar contra a detenção indefinida e sem acusação formal, de acordo com informações do site "Público.pt".

*Com agências internacionais.

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