Bolsonaro apela para que caminhoneiros não façam greve

Imagem
O presidente Jair Bolsonaro apelou hoje (27) aos caminhoneiros para que não façam greve. "Reconhecemos o valor dos caminhoneiros para a economia do Brasil. Apelamos para eles que não façam greve porque todos nós vamos perder, todos, sem exceção. Agora, a solução não é fácil, estamos buscando uma maneira de não ter mais este reajuste", disse, após reunião no Ministério da Economia. Ontem (26), a Petrobras reajustou o preço médio do diesel nas refinarias em 4,4% e há especulações sobre uma greve de caminhoneiros que aconteceria na próxima segunda-feira (1º). “A Petrobras segue uma planilha, tem a ver com preço do petróleo lá fora, tem a ver com variação do dólar. Ontem foi boa notícia, o dólar baixou R$ 0,20. Estamos estudando medidas, agora, não tenho como dar uma resposta de como diminuir impacto, que, na verdade, foram nove centavos no preço do diesel”, disse, ressaltando que não interfere na política de preços da empresa. De acordo com o presidente, está em estudo a diminui

Deputado Jean Wyllys faz campanha por beijo gay em 'Amor à Vida'.

O Deputado Jean Wyllys publicou um texto no seu blog, no iG, o iGay, sobre o último capítulo da novela “Amor à vida” e o tão esperado beijo gay entre Felix e Niko.

(Para não dizer que não falei do beijo gay de Félix)

Para o bem das lésbicas e dos gays, os autores de telenovela, principalmente os da tevê Globo, há muito vêm se esforçando para mostrar, em suas tramas, novas representações da homossexualidade – o que, ao contrário do que muitos (inclusive ativistas) pensam, contribui bastante para dar visibilidade aos modos de vida lésbicas e gays; questionar preconceitos anti-homossexuais ainda profundamente arraigados em muita gente; derrubar estereótipos negativos e para mostrar, à audiência sempre heterogênea, que homossexuais, além de sujeitos de direitos, são pessoas tão diversas entre si quanto as heterossexuais.

É impossível não reconhecer que os personagens de Aguinaldo Silva, Gilberto Braga, Sílvio de Abreu, Glória Perez, Manoel Carlos e, mais recentemente, João Emanuel Carneiro e Walcyr Carrasco contribuíram ora para elevar a autoestima de gays e lésbicas, ora para mostrá-los tão diferentes e humanos quanto qualquer outra pessoa.

Contudo, a telenovela do horário nobre ainda nos deve a representação do beijo gay. Eu digo “nos deve” não apenas porque faço parte da comunidade LGBT – parcela significativa da audiência da teledramaturgia brasileira e principal responsável pelo sucesso desta nas redes sociais – mas porque estou me referindo à audiência como um todo: todos nós merecemos a chance de abrir nossos horizontes existenciais; de ampliar nossos repertórios culturais, afinal, o povo sabe o que quer, mas o povo também quer o que não sabe! E as emissoras de tevê têm a obrigação de honrar seu compromisso com a educação informal das pessoas e é com a representação da diversidade da vida, já que têm a nossa concessão para explorar comercialmente o sinal e também algumas isenções fiscais.

A novela do horário nobre nos deve um beijo gay e apaixonado, ou seja, cheio de amor… De todas as nossas invenções, o amor é a melhor delas. O amor é fogo. O amor é jogo. O amor está em muitos lugares: quartos de hotéis, noites enluaradas, bares vazios, campos de flores, cidades em movimento, e desertos: o amor tem muitos domínios e, destes, nos espreita. O amor, enfim, é ambivalente: tem muitas fases (e faces). O amor, portanto, não quer ser clichê. E o amor não é nem quer ser apenas heterossexual!

Walcyr Carrasco batizou sua primeira novela no horário nobre de “Amor à vida”. Portanto este sentimento multi-facetado e complexo e seus objetos são – ou, pelo menos, deveriam ser – o mote do folhetim (e é claro que uma trama que tem o amor como fio condutor não pode prescindir de seu reverso da medalha: o ódio ou o desamor). Carrasco escolheu o amor como meio de redenção de Félix, o sujeito homossexual malvado e duro (porém cheio de humor-bicha) por ser objeto do desamor do pai homofóbico. Ora, numa trama em que o amor por um namorado ético e solidário redime um homossexual vilão, o beijo entre eles não pode faltar! Se faltar, sobrará incoerência!

A teledramaturgia já avançou o suficiente para que o beijo gay seja exibido. As cenas de afeto entre Félix e Nico já são uma vitória, é certo, mas falta o beijo. É preciso exibi-lo no último capítulo. Do contrário, a oportunidade cairá de maduro e a Globo terá perdido o trem da história. A comunidade LGBT, ante os avanços das séries e do cinema americanos, não terá paciência para ser mais uma vez manipulada com a promessa de um beijo que, ao fim e ao cabo, não será cumprida, mas que rende dividendos à emissora. Quem representa, sem problemas, os sentimentos e ações mais vis e torpes dos humanos se recusa a representar um ato de amor por que motivo?

Por isso, faço, desse texto, também uma campanha: #BeijaFelix . Se você concorda com ela, passe-a adiante! Finalizou ele.

(*) Com informações do Blog de Jean Wyllys

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crivella disse que negro só gosta de: "cachaça, prostituição e macumba"?

Bolsonaro tem melhor avaliação desde o começo do mandato | Podcast.

Vídeo Som de trombetas no céu de Israel é real?