Gilmar Mendes mandar soltar investigados na Operação Ressonância, desdobramento da Lava Jato no RJ.

No Brasil, tem certas coisas que realmente são difíceis de entender, uma delas, são as decisões judiciais, que algumas vezes geram polêmica. Por exemplo, o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), não tem se mostrado favorável a prisão antes do réu ter todos seus recursos esgotados. Recentemente, por exemplo, o magistrado concedeu liberdade a três investigados pela Operação Ressonância, que é um dos desdobramentos da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro.

Os executivos Daurio Speranzini, Miguel Iskin, e Gustavo Stellita, que estão na lista de 23 pessoas denunciadas pelo Ministério Público Federal (MPF) em decorrência das Operações Fatura Exposta e Ressonância e foram presos em julho, acabam de ser beneficiados pela decisão de Gilmar. O ministro concedeu liberdade aos executivos e determinou que eles deverão cumprir medidas restritivas de não manter contato com os demais investigados e deixar o país, com a entrega do passaporte em até 48 horas. Gilmar Mendes entende que não houve fundamento novo para justificar as prisões preventivas decretadas. O ministro também alega que os argumentos do juiz Marcelo Brêtas "revelam-se inidôneos" para manter a prisão. 

A Operação Ressonância investiga um suposto esquema de corrupção envolvendo multinacionais na secretaria de Saúde e no Instituto de Traumatologia e Ortopedia, no Rio de Janeiro. De acordo com as investigações, o ex- governador Sérgio Cabral e o então secretário, Sérgio Cortes, comandaram o desvio de R$ 300 milhões em contratos fraudados com a participação de empresários que forneciam próteses para o Into. O desvio total do esquema investigado pela operação pode passar de R$ 600 milhões. 

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