TSE suspende consequências para quem não votou nas eleições de 2020

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 O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, assinou ontem (21) uma resolução suspendendo as consequências legais para quem não votou nas eleições municipais de 2020 e não justificou ou pagou a multa. Entre suas justificativas, a medida considera “que a persistência e o agravamento da pandemia da Covid-19 no país impõem aos eleitores que não compareceram à votação nas Eleições 2020, sobretudo àqueles em situação de maior vulnerabilidade, obstáculos para realizarem a justificativa eleitoral”. O texto da resolução sobre o assunto considera ainda a “dificuldade de obtenção de documentação comprobatória do impedimento para votar no caso de ausência às urnas por sintomas da covid-19”. A norma não estipula prazo para a suspensão das sanções para quem não votou e não justificou ou pagou multa. A medida ficará vigente ao menos até que o plenário do TSE vote se aprova ou não a resolução assinada por Barroso. Isso não deve acontecer antes de fevereiro, devido ao rece

Fala de Bolsonaro sobre Lava Jato faz parte de operação para 'apagar' Sérgio Moro.

Não chega a ser nenhuma novidade o fato do presidente Jair Bolsonaro está mudando seu discurso, mas não deixa de chamar a atenção certas afirmações que outrora seriam inconcebíveis para qualquer defensor de mecanismos contra corrupção. Sendo assim, como entender o argumento de que a Operação  Lava Jato acabou simplesmente porque não tem mais corrupção no governo? Será? 


Fato é que muitos parlamentares enxergam aí uma operação que tem como propósito principal “apagar” a imagem do ex-ministro Sergio Moro para a eleição de 2022. Política é assim e não deveria, mas quando a farinha é pouca, meu pirão vem primeiro. 

Nesse sentido, como noticiou o blog da jornalista Andréia SadiMoro virou alvo do presidente e de seus filhos desde quando passaram a vê-lo como rival. Bolsonaro acreditava que o ex-ministro da Justiça estava de olho na eleição presidencial. E, agora, mesmo fora do cargo, Moro ainda não convenceu o governo de que está fora da sucessão presidencial. Por isso, o ex-juiz e seu legado continuam na mira do Planalto.

Daí, a necessidade de aniquilar o adversário o quanto antes. Sadi disse em seu post que parlamentares acreditam que isso faz parte da estratégia do governo em “minar” a Lava Jato e que tenha como pano de fundo uma operação para esvaziar a candidatura de Moro (dois coelhos com uma tacada!). Nas palavras de um cacique do Congresso, o imaginário popular a respeito do ex-juiz tem relação com a “força da caneta” que ele tinha na Lava Jato: “Se Bolsonaro bate na tecla de que acabou a operação, tenta apagar o seu maior símbolo, trabalha para reforçar isso na cabeça da população”.

Claro que há muita especulação neste jogo. Até porque há risco de que a fala de Bolsonaro tenha efeito colateral reverso. Ou seja, ao invés de “apagar” o ex-juiz, ofereça uma bandeira para Moro. No entanto, antes de se eleger, Bolsonaro defendia a Lava Jato, mas, agora, não aprova mais seus métodos. Uma mudança de comportamento que mostra bem sua aproximação com o Centrão e coincide com o avanço de investigações no STF que podem atingir familiares do presidente. Neste sentido, não parece haver dúvida de que o "Mito" está buscando apoio em troca de sobrevivência política. (Com informações do blog da Andréia Sadi)

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