CFM defende a liberação do aborto dentro de 12 semanas de gestação.

[Foto:Reprodução de Internet]
SAÚDE - Médicos defendem a liberação do aborto.  De acordo com o  Conselho Federal de Medicina (CFM), um aborto até 12 semanas de gravidez é  “mais seguro” e pode até mesmo ser realizado com remédios. O CFM afirmou nesta quinta, 21, que apoia o aborto não somente nos casos previstos pela lei — quando houver risco à vida da mãe, em caso de estupro ou se o feto não tiver cérebro —, mas também se for a vontade da gestante. 

“Quero deixar claro que os conselhos de Medicina em nenhum momento aprovaram a total liberação do aborto. Não se trata disso. Primeiro, porque não temos esse poder. Esta decisão pertence à sociedade brasileira, através do Congresso Nacional”, disse o presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila.

De acordo com informações do jornal carioca "O Dia", no ano passado, foram feitas no SUS 179.485 curetagens. Esses procedimentos, que incluem todo tipo de aborto — inclusive o espontâneo — custaram as cofres públicos R$ 40,7 milhões. O aborto é a quinta causa de morte materna. As complicações por interrupção feita de forma clandestina são a terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no país.

O anúncio gerou polêmicas -  Ainda segundo informações do jornal "O Dia", o pastor da Assembleia de Deus Everaldo Dias disse: “A nossa defesa será sempre a favor da vida. Não importa em qual semana está a gravidez. A vida existe desde a fecundação, e não há nada que justifique acabar com ela.”

Para Dom Antonio Augusto, bispo auxiliar do Rio, a posição do CFM trata a vida de maneira “banalizada” e distorce o conceito de independência. “A autonomia da mulher impede a da criança. O Código de Ética Médica diz que o médico não pode causar nenhum malefício a seus pacientes, não pode tirar a vida.” 

Momento Verdadeiro/Com informações do jornal "O Dia".

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