Guarda municipal suspeito de matar a esposa mentiu para polícia.

O guarda civil municipal de Campos dos Goytacazes, Uenderson Matos, que figura lista como suspeito da morte de sua esposa, a analista judiciária Patrícia Manhães Gonçalves Mattos, tentou despistar as autoridades. Recentemente, a Polícia Civil e o Ministério Público descobriram que após a morte de sua esposa, o agente tentou evitar que seus contatos telefônicos com pessoas suspeitas fossem descobertos. E, para isso, o guarda usou cerca de cinco números diferentes de celular.
 "Há muita versões e situações que estão sendo analisadas. Apesar de estar preso, o marido da vítima ainda figura como suspeito.
De acordo com o delegado Luís Maurício Armond, durante depoimento, Uenderson tentou negar o fato. “Ele negou qualquer ligação com o outro guarda e com outros suspeitos. Porém, ao longo das investigações, descobrimos que Uenderson se utilizou de celulares diferentes, um deles em nome do filho de sua empregada, a quem coagiu para que fornecesse dados, a fim de que pudesse usar um chip de celular que não tivesse em seu nome e ligar para os suspeitos”, afirmou o titular da 146ª Delegacia de Polícia de Guarus.

Ainda de acordo com o delegado, "o advogado do guarda Uenderson chegou a coagir  uma das testemunhas do caso na igreja frequentada por ela. Além disso, descobrimos que Uenderson falava com sua amante, por telefone, o dobro de tempo que falava com sua esposa Patrícia”, disse o delegado.

O Ministério Público diz que trata-se de um crime complexo. O caso continua sendo investigado e nos próximos dias deverá ocorrer uma reconstituição do crime.  "Há muita versões e situações que estão sendo analisadas. Apesar de estar preso, o marido da vítima ainda figura como suspeito. Houve uma pessoa que se aproveitou do crime”, explicou o promotor Fabiano Rangel.

Washington Luiz, repórter do Momento Verdadeiro.

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