Após debate com Moro, senadores apresentam substitutivo a PL.

Gilmar Mendes defende atualização da Lei de Abuso de Autoridade.

domingo, 25 de outubro de 2015

Aumentam chances de gravidez em mulheres com síndrome dos ovários policísticos.


Estados Unidos - Estudo realizado na Faculdade de Medicina da Pensilvânia analisou 150 mulheres que sofrem da Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) e que desejavam ter filhos. Aquelas que praticavam exercícios regularmente apresentaram maior taxa de gravidez quando comparadas às sedentárias. De acordo com o autor do estudo, Richard Legro, os resultados sugerem que exercícios e perda de peso são mais efetivos ainda do que apenas regular a ovulação fazendo uso de pílulas anticoncepcionais antes de tentar engravidar. Sabe-se que essa síndrome pode resultar em ciclos menstruais irregulares, ganho de peso e infertilidade. 

De acordo com Assumpto Iaconelli Junior, diretor do Fertility Medical Group – Unidade São Paulo, a SOP atinge entre 5% e 10% das mulheres em idade reprodutiva, sendo a irregularidade do ciclo menstrual e a anovulação crônica típicas dessas pacientes. “Vale ressaltar que 46% das pacientes com SOP apresentam síndrome metabólica – que é caracterizada pelo aumento dos triglicerídeos, aumento da pressão arterial, intolerância à glicose e obesidade central. Por isso mesmo é que buscamos tratar a obesidade quase sempre que tratamos os ovários policísticos. Quando a paciente consegue perder 10% do peso corporal, normalmente reduz a concentração de insulina, regulariza o ciclo menstrual e a ovulação, além de melhorar a fertilidade da paciente”.

Além de serem encorajadas à modificação no estilo de vida, pacientes com SOP e que estão enfrentando dificuldade para engravidar costumam ser tratadas com agentes sensibilizadores de insulina. Esses medicamentos aumentam a resposta endógena à insulina, reduzindo a necessidade de produção e restaurando os níveis normais de insulinemia – o que melhora o padrão ovulatório e aumenta a resposta em tratamentos de baixa complexidade. O especialista afirma que em determinadas situações a paciente também é submetida a uma suplementação com vitaminas do complexo B, a fim de reduzir os riscos de infertilidade por falta de ovulação. “Por isso mesmo, além de combater o sedentarismo e perder peso através de uma dieta saudável e balanceada, recomendamos a indução de ovulação e aplicação de técnicas de baixa complexidade para quem quer engravidar. A fertilização in vitro é indicada tão somente nos casos em que esses recursos falharam”.

Em tratamentos de fertilização assistida, Iaconelli chama atenção para a importância de o médico não somente tratar a paciente com SOP ou Síndrome Metabólica, mas lançar um olhar mais abrangente para o estilo de vida do casal, checando seus hábitos alimentares, se praticam alguma atividade física, e o quanto de estresse está presente na vida familiar e profissional. “Pacientes com índice de massa corporal igual ou superior a 30 são normalmente encaminhados para uma nutricionista especializada. O objetivo é que a dieta de perda de peso possa não só melhorar os índices gerais de saúde dos pacientes, mas também contribuir para aumentar a fertilidade do casal. Estudos mostram que pessoas que reduziram o consumo de massas, doces, frituras, carnes vermelhas e bebidas alcoólicas durante o tratamento de fertilização assistida duplicaram suas chances de engravidar. Um IMC saudável varia entre 19 e 25”.

Fonte: Dr. Assumpto Iaconelli Junior, médico ginecologista especialista em Medicina Reprodutiva e Fertilização Assistida, diretor do Fertility Medical Group – Unidade São Paulo e do Instituto Sapientiae – www.fertility.com.br // www.sapientiae.org.br (Press Releases).

Nenhum comentário :

Postar um comentário

Não divulgamos links.Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do M.V News.

Recomendados para você.