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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Há 39 anos, morria Di Cavalcanti o pintor da realidade brasileira.


O pintor carioca Augusto Cavalcanti de Albuquerque e Melo, mais conhecido como Di Cavalcanti morreu, aos 79 anos, em 26 de outubro de 1976, no Rio de Janeiro.
Autodidata, foi além de pintor, desenhista, ilustrador de livros, muralista e caricaturista. Foi também escritor, jornalista e poeta.

Os quadros do artista são conhecidos por suas formas sinuosas, vivacidade de cores e temas tipicamente brasileiros como carnaval, samba, mulatas e tropicalismos.

Foi um dos primeiros a pintar elementos da realidade brasileira e as festas populares.

O Brasil das telas de Di Cavalcanti é carregado de lirismo, poesia e sensualidade, retratando mulatas a observar a vida, foliões e pescadores.

Di Cavalcanti foi influenciado por nomes importantes de seu tempo, como os escritores Olavo Bilac e Machado de Assis.
Foi um dos idealizadores da Semana de Arte Moderna de 1922, e junto com Anita Malfatti, Tarsila do Amaral e Graça Aranha foi um dos mais ilustres representantes do modernismo brasileiro.

A carreira do artista se iniciou quando ele tinha 13 anos e publicava a primeira caricatura na revista carioca Fon-Fon. Estudou direito e trabalhou como jornalista no jornal O Estado de São Paulo. Aos 20 anos começou a produção como pintor.

Morou em Paris onde trabalhou por dois anos como correspondente do jornal Correio da Manhã. De volta ao Brasil, mudou-se para o Recife e depois de ser perseguido por ser simpatizante das ideias comunistas retorna à Europa, onde permanece entre 1936 e 1940.

O pintor adquiriu experiência expondo seus trabalhos em galerias de Bruxelas, Amsterdã, Paris e Londres. Lá conheceu artistas como Picasso, Satiè e Matisse.

De volta ao Brasil, ilustra livros de Mário de Andrade, Vinícius de Moraes e Jorge Amado.

Em 1951, participou da Bienal de São Paulo e doou desenhos ao MAM, Museu de Arte Moderna. Em 1953, recebeu o prêmio de melhor pintor nacional e no ano seguinte, o MAM do Rio de Janeiro fez uma retrospectiva de sua obra. Em 1955, publicou o livro “Viagem de Minha Vida”.

O pintor Di Cavalcanti ganhou também prêmios na Itália e no México. Desenhou as tapeçarias do Palácio da Alvorada para a inauguração de Brasília, a nova capital do país, fundada em 1960 e pintou a Via Sacra da catedral de Brasília.

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