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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Laudo aponta 25 lesões no corpo de Micaela.


Rio - Um laudo do Instituto Médico Legal revela que o corpo da menina Micaela, de apenas 4 anos, encontrada morta dentro de casa em Brás de Pina na manhã da última terça-feira, tinha ao menos 25 lesões. Segundo o IML, Micaela pode ter sofrido traumatismo craniano e edema encefálico. A perícia será concluída em até 30 dias.

Com base no depoimento do filho da madrasta da menina, Wellington Souza da Silva, que vivia com a mãe, o padrasto e Micaela, de vizinhos da família e dos policiais militares que encontraram o corpo da menina sala de casa,  o juiz Paulo Mello Feijó, da Vara do Plantão Judicial da Capital, determinou a prisão preventiva do casal.  Para o juiz, há indícios suficientes da autoria do crime cometido por Joelma Souza da Silva, 43, e Felipe Ramos da Silva, 30.

Wellington disse que sua mãe sempre foi agressiva com “qualquer um que pisasse no calo dela”. “Ele (o pai de Micaela) nunca levantou um dedo para bater, mas também nunca defendeu a menina”, acrescenta.

A polícia suspeita que o pai de Micaela, Felipe Ramos, era conivente com as agressões que a filha sofria. Já o advogado, Rafael Faria, que defende Felipe, diz: “Ele é inocente”. Faria afirma que o crime foi cometido pela madrasta, que nega. O casal responde por homicídio qualificado e fraude processual, por ter alterado a cena do crime.

O pai e a madrasta foram presos nesta quarta-feira e transferidos da Delegacia de Homicídios da Capital (DH) para o Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Por segurança, o casal foi colocado em celas isoladas, como informou o jornal O Dia.

Marcele de Almeida Rocha, mãe de Micaela, prestou depoimento na DH na madrugada desta terça-feira. Ela contou que a guarda foi repassada ao pai depois que ficou desempregada, quando a menina tinha 2 anos. Marcele alegou nunca ter notado vestígios de agressão na garota e afirmou que o ex-companheiro não a deixava ver a filha. No Natal, o encontro que as duas teriam foi inviabilizado. Ela afirmou que talvez fosse para não ver as marcas das agressões que a menina vinha sofrendo. Com informações do jornal O Dia.

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